quinta-feira, 31 de julho de 2008

Quem lê tanta notícia?

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O auxílio do google reader me permitiu assinar os feeds de um bocado de blogs. Dessa forma recebo e consumo o dobro de informação que estava acostumado. Diferente de uma revista, na qual teria que desembolsar muita grana pra assinar tantas, os feeds vem de graça. Isso significa informação chegando o tempo todo. O problema é que na maioria das vezes elas se repetem, um blog retira a notícia de outro e o efeito dominó começa. Pude contar o skate do Martin Mcfly, que está aí em cima, em no mínimo cinco fontes diferentes e nenhum agregava mais informações sobre o leilão, que está sendo gerenciado pelo eBay. Sinto que o jornalismo virtual vive uma época onde é mais importante noticiar primeiro do que ter relevância. Tomara que mude.

Chora, Ferris!

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Cape Cod Kwassa Kwassa


Tá aí uma banda que me faz suportar o já batido revival dos anos 80. Na realidade, seria bem legal se esse clipe encerrasse as homenagens a uma década que nem deveria ser lembrada.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Aonde fica a música brasileira?

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Wado, cadê a grana?

Cheguei a conclusão que o artista brasileiro está parado e espera para que lá fora se defina o futuro da indústria fonográfica. Acredito que a classe concorda que ser independente vale a pena, mas ainda não se descobriu como fazer dinheiro com isso.

Enquanto aguardamos uma decisão, uma penca de novos músicos lançam novos discos que vão parar em lugar algum.

Cada vez é mais difícil comprar música, seja pelo preço inviável ou pelo modo exquisito da venda. A alguns meses fui atrás do Dois, lançamento da Tom Bloch, naquela época só era possível baixar os arquivos do site da banda, e para isso precisávamos desembolsar 15 reais. Um absurdo, já que o único custo que a gravadora tem é em um servidor disponível, imagina comparar isso a fabricação de um CD, com encarte e tudo mais?

Outro dia me dei conta que ainda não tinha escutado o novo do Wander, que tem a produção do Kassin. Busquei em algumas lojas virtuais e encontrei somente os antigos a venda na amazon (!).

A essa altura já tinha apelado para o torrent e o emule para conseguir alguma dessas duas gravações, o que deu em nada. Aí aparece o Wado e vou direto para o blogsearch do google ― sempre ele ― o que parecia uma solução. Dito e feito, só que com um porém, ali descubro que o Wado disponibiliza de graça, em seu próprio domínio, todos os seus trabalhos. Pra não passar em branco, o blogsearch me ajuda a encontrar umas pérolas da nova música nacional. Tudo resolvido.

Mas fica a pergunta: o Wado tá vivendo na miséria ou são os músicos brasileiros que não aceitam perder um pouco do lucro?

terça-feira, 29 de julho de 2008

Obama lá.

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Barack Obama será o novo presidente dos Estados Unidos.

Depois das prévias, que resultaram na vitória dele sobre Hillary Clinton, custei a acreditar que um democrata poderia vencer essas eleições, mas finalmente caiu a ficha.

Tendo em vista que nos Estados Unidos a disputa eleitoral não acontece de maneira direta e que o voto das regiões ricas valem mais do que a das pobres, é difícil imaginar aquele país elegendo um canditado negro, filho de um muçulmano, seja pelos rednecks texanos ou pela multidão que votou em Bush.

Acontece que Barack Obama é um fenômeno pop mundial. Assistindo de fora, sinto que Obama vai além da candidatura de Al Gore, em 2004. Ele não se contenta em se cercar de artistas que o apoiam, ele virou o artista principal. Nas entrevistas vale citar o bom gosto para literatura e música. Ao falar dos planos de governo não chega a ser radical e parece agradar até os republicanos, já que seu principal foco é os Estados Unidos da América. Assunto que me preocupa, já que na brecha deixada por George Bush, ao dar mais importância as guerras e picuinhas pessoais do que resolver a crise americana, é que alguns aspectos da economia brasileira conseguiam se destacar.

O fato é que depois de ser muito criticado por não ter fé na vitória de Barack Obama estou dando o braço a torcer: os Estados Unidos terão o presidente mais cool da década, com o perdão da palavra.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Keep On Rocking!

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O vídeo aí em cima foi enviado pelo Mauro Silva. Se trata do Flashrock 2008, ação criada por ele e seus colegas de Globalcomm para a Converse. Este ano o evento tomou nova proporção. Para comemorar o Dia do Rock, ele saiu de Porto Alegre e rumou à Rua Augusta, em São Paulo. Em vez de várias bandas, como em 2007, houve apenas o Lobão. A grande diferença da edição paulista foi a interação das pessoas, que circulavam pela rua, com a banda ― algo impossível na gaúcha graças ao frio e a chuva. Isso fez com que a ação passasse de um viral de internet para um acontecimento real, que vai ser lembrado por todos que estiveram presentes e ainda assim rende os comentários virtuais. Aposto que o resultado da ação será maior que o do ano passado, mas não posso deixar de registrar que enfrentar o inverno gaudério para tocar foi uma atitude muito rock 'n' roll.

Também queria escrever sobre os comentários que li no site da Converse. Tem alguns puristas que acusam a ação de ser apenas uma estrátegia de marketing, algo para vender. Não dá pra aceitar que em pleno século XXI as pessoas ainda acreditem que rock é apenas sexo e drogas.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Listas.

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Normalmente não curto listas que tentam identificar os melhores entre a música, literatura ou cinema. Isso porque elas tendem a ser polêmicas, o que é chato e não leva a lugar algum. Porém, ao tentar diagnosticar quais são as minhas canções favoritas dos Fab Four, um exercício proposto pelo Sr. Ourique, pude tirar um saldo positivo de algo que me recuso a fazer desde sempre. Depois de eleger as melhores canções dos Beatles fiquei pensando: existe uma lista mais difícil de ser feita do que a dos Beatles?

Conclui que analisar o que Stanley Kubrick fez no cinema é equivalente a analisar o que os caras de Liverpool fizeram na música. E porque isso? Certamente não é pelos sucessos produzidos em série, e sim pelo perfeccionismo dos filmes dirigidos por ele. Pra mim a grande dificuldade não está em escolher os filmes, mas em dispor eles na ordem de preferência. Deixo claro que embora não tenha assistido toda a filmografia do diretor, conheço boa parte dela. Sendo assim, segue a lista dos três primeiros colocados, com uma breve explicação:

3. O Iluminado (1980)











Em todos filmes de Stanley Kubrick existe uma lacuna exigindo que o espectador a preencha. Ele propõe novas interpretações e enxerga que uma obra só está completa depois disso. Dessa forma, é lamentável que um escritor como o Stephen King não aprove o olhar do diretor sobre o seu livro. Não é somente as múltiplas intepretações que diferenciam O Iluminado de um filme de terror e suspense comum. Destacam-se a montagem lenta, que remete a monotonia vivida pelos personagens. As locações enormes, sendo preenchidas por apenas uma, duas ou três pessoas. A trilha sonora que varia ao extremo. A atuação de Jack Nicholson, que está em sua melhor fase. Tudo isso faz o filme ser um grande clássico que ocupa a terceira posição da lista.

2. Dr. Fantástico ou Como Aprendi a Parar de Me Preocupar e Amar a Bomba (1964)














Peter Sellers atuando em um filme de Stanley Kubrick. Esta frase poderia justificar a escolha, mas não paro por aí. A maneira cômica como a bola da vez, a bomba-atômica, foi abordada faz deste filme uma obra-prima. Sellers interpreta três loucos responsáveis pela segurança de seu país. O engraçado é que as metáforas utilizadas por Kubrick na época continuam valendo para os dias de hoje. É fácil identificar semelhanças entre os políticos que habitam a war room com os que governam nosso país. Torço para que o final do filme não se repita conosco.

1. 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968)











Nenhum filme instiga tanto. Com pouco mais de 30 minutos de diálogo e 160 minutos de imagens, 2001 é aula de cinema. Avalio de maneira diferente. Não é um filme pra ser visto a qualquer hora, requer um momento especial, até porque depois de assisti-lo, é impossível parar de pensar a respeito de cada detalhe e seus significados.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Quer trabalhar em casa?

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Se interessa por tarefas mecânicas? Cansou de socializar? Tem contas para pagar e quer descolar uma grana extra? Desistiu da profissão? Tem preguiça de pensar? Não quer discutir? Desaprendeu a aprender? Pensa em ganhar a vida fácil? Pensa pequeno? Acredita que dinheiro cai do céu? Quer usar calça de moleton 24 horas por dia? Se acha esperto? Não perde a sessão da tarde?

Porque esse tipo de anúncio aparece do lado de meu blog?

terça-feira, 15 de julho de 2008

Pra alegrar os viventes.

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São poucas as coisas que fazem a vida no Rio Grande do Sul valer a pena. Fora o Internacional e o Barranco, posso citar a erva-mate, versão pura folha, da Madrugada e a alpargata Rueda, de corda, como dois grandes benefícios do local.


Tenho que admitir, nunca dei tanto valor para o chimarrão. Estou viciado e chego a matear duas vezes por dia. Sobre a Madrugada, posso falar que é a erva mais amarga entre as concorrentes, desbancando até mesmo as vendidas a granel no mercado público de Porto Alegre. Tu encontra em alguns mercados, por menos de 5 pilas.


Ganhei um par de alpargatas no verão e estou aproveitando o calor fora de época para utilizá-las mais uma vez. O solado de corda, que é indispensável, é o cúmulo do conforto. Elas estão disponíveis nas melhores casas do ramo, por menos de 20 reais. Só não esqueça, embora alguns contestem, elas não são apropriadas para dias chuvosos.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Verde.

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Na semana passada participei de um ultra-micro-focus-group de El Novato, o curta do amigo Bruno Schmitz, uma co-produção Brasil-Argentina.

Posso dizer que avaliar o trabalho de um cara que começou a se interessar por cinema assistindo Coração Valente contigo, aos 13 anos de idade, não é nada fácil. Mesmo sendo um pouco tendecioso ― afinal, quem não é, Lerina? ― vou tentar expor minhas primeiras impressões sobre o filme, que ainda não foi finalizado.

O que mais chama atenção é a técnica. A película impressiona pelos planos e pela iluminação. Tive que engolir meu preconceito contra o formato digital, que por sinal parece uma excelente forma de viabilizar projetos. Outro ponto a favor da produção é a interpretação, já tinha escutado, e isso prova mais uma vez, que basta chutar uma pedra em Buenos Aires para encontrarmos um ator de futuro. No caso de El Novato, é possível ver o protagonista encarnando o próprio Bruno, seja pela interpretação ou pelo roteiro totalmente autoral.

Minhas considerações negativas são sobre a trilha que varia demais durante os poucos 20 minutos. Nada que destrua o filme, até porque entendo a quantidade de sons e timbres como exercícios feitos pelo diretor. Basta escolher um caminho entre muitos.

Na minha opinião, que ainda não amadureceu por completo, o filme já apresenta uma certa experiência do novato diretor. Espero que, em breve, esteja disponível no youtube.

Foto de Bruno Schmitz

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Muito além do skate.

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FGF Fotos

Transfer é uma mostra de cultura urbana que acontece até o final de setembro no Santander Cultural. Depois da visita de sábado, conversei com Lucas Ribeiro o Pexão um dos curadores da exposição. Em um papo pelo Messenger, ele conta as dificuldades de realizar um projeto como esse.

Quem são os responsáveis e quando surgiu a idéia de organizar Transfer?


A curadoria geral é minha, em conjunto com os curadores para eixos específicos da mostra. Com o Fabio Zimbres e o Alexandre Cruz, no eixo Mauditos, e o Christian Strike, no Beautiful Losers.
A idéia vem do trabalho com a galeria Adesivo, que tenho em sociedade com a amiga Ise Strottmann, mas ampliando bastante o conceito de arte urbana e tentando mostrar as complexidades e sutilezas desse universo.

Qual é a parte mais difícil na produção de uma mostra como essa?

A parte mais complicada foi juntar objetos que nunca foram reunidos, como obras e artefatos atuais, dos anos 80 e 90 ― shapes de skate, zines ― e lidar com um monte de artistas malucos.
Muitos não gostam um do outro, principalmente os que tem raiz no graffiti tradicional e que possuem um lado bem competitivo.

Tu concorda que Transfer está levando um público diferente ao Santander Cultural? Se sim, como é ser o responsável por isso?

Está sendo uma mostra bem popular. Acho que as pessoas se relacionam de uma maneira bem direta com o tipo de arte que estamos mostrando. Há uma aceitação, porque a estética está na rua, e existe curiosidade geral. Também tem muito a ver com design gráfico e com ilustração. É bem diferente do que se costuma ver em boa parte dos espaços de arte, onde predomina arte conceitual. Aqui temos arte figurativa, desenho, personagens…

Como tu imagina que os freqüentadores assíduos do museu reajam? Tu já teve algum retorno desse pessoal?

O público freqüentador é, principalmente, quem anda pelo centro e as escolas. Todos os dias vão ônibus e mais ônibus de crianças e adolescents. Isso é bem massa do Santander Cultural. O retorno é a melhor parte, tanto dos estudantes e de artistas consagrados, quanto de, sei lá, do prefeito.

Voltando a primeira questão, onde tu falou dos shapes oitentistas, vi muitas pessoas babando por eles, quem correu atrás desses objetos?

Este foi o principal motivo de eu chamar o Alexandre Cruz, o Sésper ― ou Farofa, como é conhecido no rock. Foi ele quem resgatou o trampo do Billy Argel, o cara que fez quase tudo que há de melhor na parte gráfica do skate brasileiro nos anos 80.

Por falar em Brasil, no teu ponto de vista, o que diferencia a cultura skate produzida nos EUA da brasileira hoje em dia?

Um contexto diferente. Nos EUA a maioria das marcas, mesmo as gigantes, tem donos skatistas. No Brasil ainda não é assim e isso se reflete na parte gráfica do skate. Mas nunca estivemos tão próximos dos EUA, e nunca, no Brasil, se deu tanto valor ao skate como cultura. Tanto que uma revista como a Vista Skateboard Art, onde trabalho, é viável.

Ao comparar os trabalhos dos americanos com o dos brasileiros, senti que a falta de recursos financeiros faz com que os artistas de nosso país se obriguem a criar uma forma diferente de se expressar. Tu acredita que isso agrega uma brasilidade às obras?

Sim, o material é uma das principais características da arte urbana brasileira, seja pelo látex ou pelo rolinho de espuma. A cultura popular nacional também influencia bastante. Por outro lado, vários artistas de Transfer poderíam ser de qualquer outro país de cultura ocidental, de grandes cidades.

Transfer possui alguns espaços onde existem obras escondidas. Ao refletir, cheguei a conclusão que isto força o espectador a buscar mensagens em lugares inesperados. Como surgiu essa idéia? Foi dos artistas ou dos curadores?

Me lembro do painel do Tinho, a idéia foi dele. No conceito geral, estamos mostrando uma produção que, dos zines aos muros, é acessível a todos, mas a maioria das pessoas não percebe ou nem sabe que existe.

Elas precisam buscar…

É, acho que Transfer está mudando a percepção das pessoas nesse sentido.

O que tu diria pra alguém com mais de 20 anos, que viu a exposição e ficou com vontade de subir em um skate pela primeira vez?

Olha, eu me divirto tanto andando de skate, andando mal! Só embalar pela rua já acho animal. Claro que recomendo! Tem tanta revista e vídeo legal pra se empolgar. Vídeos instrucionais como o Show Me The Way, lançado pela revista Transworld, ou o que a Matriz, de Porto Alegre, fez. Subir e descer calçadas de skate já faz o esforço valer a pena, mas claro, dá pra ir muito além.

TRANSFER
Local: Santander Cultural, Rua Sete de Setembro, 1028
Data: Até 28 de setembro de 2008
Horário: Segunda à sexta-feira das 10h00 às 19h00. Sábados, domingos e feriados das 11h00 às 19h00
Entrada franca

* Agradeço ao amigo, jornalista, compositor e advogado Marcelo Collar pela revisão.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Ou não.

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Com vinte e poucos já não tenho aquela sensação que a vida vai acabar a qualquer momento e o período de um ano passa bem mais depressa do que antigamente.

Embora tenha mudado minha relação com o tempo, a situação vivida pela senadora Íngrid Betancourt me chama mais atenção pelo isolamento do que pela violência dos guerrilheiros colombianos ― afinal tirar a liberdade de uma pessoa também é um espécie de violência.

Li na Zero Hora o depoimento de um prisioneiro que aponta os jornais, que raramente eram recebidos, como seu maior passatempo no cativeiro. Segundo ele, era preciso poupar a leitura, assim um par de linhas demoravam horas para serem lidas.

Quantas vezes por semana nos deparamos com momentos que exigem um pouco mais de paciência e aqueles quinze, trinta ou sessenta minutos parecem uma eternidade?

Não escrevo esse texto para comparar o nosso dia-a-dia com o de um refém da guerrilha. Não quero incentivar a filosofia do poderia ser pior ― aliás, são desrespeitosas as filas gigantesca nos bancos. Busco entender o valor da espera. Quem sabe ela sirva para nos questionar sobre a relevância do que faremos a seguir. Não é de hoje que lutamos contra o tédio. Em tempos de internet, videogame e celular talvez esses meios estejam nos roubando esse precioso tempo.

Será que não é apenas a quantidade de linhas para ler que diferencia nossa vida do cativeiro colombiano?

quarta-feira, 2 de julho de 2008

E agora, Pan?

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Com a lei seca nas estradas algumas perguntas começaram a pipocar no e-mail do ilustre blogueiro que vos escreve. A Marília Nascimento, de Cruzeiro do Sul, perguntou:

Se eu comer um bombom de licor antes de dirigir, posso ser presa?

R: Marília, não há porque se preocupar com isso, afinal não existe nenhuma pessoa com menos de 80 anos que consuma esse tipo de produto. Além disso, não sei como a Pan sobrevive depois que os cigarrinhos de chocolate foram proibidos.

Mudando o dia.

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Não é sempre que uma música, um disco ou uma banda mudam a nossa vida. Ainda bem, porque é impossível conhecer tudo o que está sendo produzido e isso faria com que muita música passasse batida por nós. Se você concorda com as primeiras linhas desse texto e tem o hábito de baixar e escutar lançamentos de músicos novos sabe o prazer que é conhecer em primeira mão um disco que vai entrar para história. No entanto, qual é importância dos álbuns que passaram e não mudaram a vida de ninguém? Já diria o sábio que mais vale o percurso do que a chegada. É por isso que o disco Konk, dos The Kooks, tem tocado tanto em meus fones de ouvido. Konk não muda vidas, mas pode mudar semanas ou quem sabe até meses. Já não basta?

terça-feira, 1 de julho de 2008

A vida acadêmica.

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Terrorista exibe um trabalho em grupo extorquido de uma de suas vítimas.

Existe uma coisa que mata mais que bala perdida no Rio e atentado terrorista no Iraque: os trabalhos em grupo. Realizadas em todo globo, por faculdades de ciências sociais à ciências humanas, essas atividades afetam a paciência de estudantes de maneira violenta. Embora não deixe sangue e miolos espalhados pelo chão, os trabalhos em grupo acabam com a vida de milhares todos os semestres. Para entender um pouco sobre esse fenômeno, cito alguns dos terroristas envolvidos:

O desligado - Esse terrorista finge estar interessado no trabalho, mas vai fazer de tudo pra não mexer um fio de cabelo para conseguir uma nota.

O mal-intencionado - Ele não pretende levar o grupo nas costas e por isso prefere ficar em recuperação a ter que fazer o trabalho sozinho.

O malandro - É o perfil mais famoso no Brasil. Sua meta é não trabalhar por 6 meses e pra isso ele vai apelar pra truques sujos. Falar mal dos integrantes do grupo para o professor enquanto coça o saco é uma delas.

O falastrão - Trabalhar cansa, então é mais fácil usar das relações sociais para atingir sucesso na disciplina. Para conquistar o professor ele vai usar de papos de elevador. Clima, futebol e novela serão seus principais assuntos. Pode apostar que funciona.

• A vítima - Serão colocadas em suas costas as tarefas de 4 ou mais pessoas. Aí é dar adeus a reuniões entre amigos, festas, shows e o que for.

Esse pequeno guia pode, e deve, ser utilizado em todo o começo de semestre. Porém, precisamos lembrar que todas as classes citadas acima são soldados de um único fanático, o professor de universidade.